BRASIL CRIA 137 MIL EMPREGOS COM CARTEIRA ASSINADA EM JANEIRO DE 2025

Em janeiro deste ano, o Brasil teve um saldo positivo de 137.303 novos postos de trabalho com carteira assinada. No total foram 2,27 milhões de admissões e 2,13 milhões desligamentos. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Ainda que em relação ao mesmo mês do ano passado, o número seja 20,7% menor, os dados do Caged mostram um resultado positivo e que o país voltou a contratar mais do que demitir. No mesmo mês do ano passado, o país havia criado 173,2 mil vagas formais de trabalho.

Na semana passada, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, já havia sido adiantado o resultado e antecipado que o Brasil estava criando “mais de 100 mil postos formais em janeiro”.

“Começando o ano gerando empregos de qualidade e vamos repetir no ano inteiro”, disse Marinho à imprensa.

Entre as 27 unidades da federação, 17 estados registraram saldo positivo em janeiro, com destaque para São Paulo (36 mil), Rio Grande do Sul (26 mil) e Santa Catarina (23 mil).

Juros altos

A criação de novas vagas em janeiro, no entanto, não reverte a perda de postos formais em dezembro de 2024. Para Marinho, a queda no número de criação de empregos formais, na comparação com janeiro do ano passado, está relacionada com o processo de alta dos juros, conduzido pelo Banco Central, instituição é responsável pelo controle da inflação no país.

Hoje, a taxa básica de juros Selic se mantém em patamar alto, em 13,25% ao ano. O BC já indicou que deverá elevar a taxa novamente, em março. A projeção é de 14,25% ao ano.

Segundo o ministro, é uma “imbecilidade” subir os juros para tentar frear a pressão inflacionária e, desta forma, conter o crescimento da economia brasileira.

Salários

A remuneração média de admissão aumenta em janeiro. Os números do Ministério do Trabalho indicam que os trabalhadores contratados formalmente no mês passado recebem, em média, R$ 2.251,33. O valor é R$ 89.02 (-4,12%) maior em comparação com dezembro do ano passado.

Indústria geral oferece os maiores salários no Brasil. A remuneração de R$ 2.341,89 do segmento, no entanto, foi a única que recuou em janeiro. Na sequência, aparecem a construção (R$ 2.381,44) e os serviços (R$ 2.337,88). O único salário médio abaixo de R$ 2.000 aparece nos ramos de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (R$ 1.977,68).

O que é o Caged

O indicador mede o andamento do mercado formal de trabalho. Divulgado mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados recebe relatórios das empresas para definir a quantidade de contratações e demissões com carteira assinada no Brasil.

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