O ESCÂNDALO DOS CHEQUES: VEJAM COMO O ESPÍNDOLA FEZ A FARRA COM DINHEIRO DO SINDICATO

A partir de agora vocês vão saber os verdadeiros motivos pelo quais a Justiça decidiu  afastar o ex-presidente Francisco Espíndola da administração do Sindirodosul, juntamente com o também ex-presidente Moacir Anger e o Zé Prefeito (José Antônio da Silva), tesoureiro fake da entidade. Depois de longa investigação e de conseguirem várias provas contra eles, os atuais gestores do sindicato decidiram, em 2016, pedir na Justiça afastamento dos três da direção da entidade. Inicialmente, eles foram destituídos por uma decisão liminar da juíza Glória Valério Bangel que, em abril último, proferiu uma SENTENÇA confirmando o afastamento do trio da administração do sindicato.

ENTRE OS FUNDAMENTOS DA SENTENÇA DA JUÍZA CONTRA ESPÍNDOLA E SEUS COMPARSAS ESTÁ O ESCÂNDALO DOS CHEQUES.

O Espíndola renunciou ao cargo de presidente em 09 de agosto de 2011, conforme o Termo de Renúncia abaixo, alegando “motivo de foro íntimo”. Assumiu no lugar dele o Moacir Anger, na época vice-presidente e, a partir desse dia, Espíndola não teve mais cargo nenhum no Sindirodosul, ou seja, ELE NÃO ERA MAIS NADA no sindicato.

Documento da renúncia do Espíndola, em 09/08/2011

Mesmo assim, ele permaneceu na administração do sindicato como se não tivesse renunciado, pois continuou assinando cheques do Sindirodosul, que eram sacados em espécie na boca do caixa, uma vez que não eram cruzados. Tais saques somaram um total de R$ 221.700,00, segundo a auditoria realizada em 2018 pela PAC Serviços Empresariais. Existem cópias dos cheques e dos extratos bancários no processo judicial comprovando tudo isso.

Até hoje o Espíndola não explicou ONDE FOI PARAR TODO ESSE DINHEIRO, mas a auditoria descobriu que R$ 44 mil ficaram com o Zé Prefeito, o tesoureiro do sindicato naquela época. Também não se sabe que fim o Zé Prefeito deu a essa quantia. 

Não existe nenhum registro contábil do Sindirodosul que justifique tais cheques, com certeza não foram usados para pagar as contas ou para outro fim da entidade. Vejam abaixo a reprodução de um dos cheques,  no valor de R$ 100 mil,  assinado ilegalmente pelo Espíndola e sacado numa agência do Itaú. 

O banco não foi comunicado da renúncia, portanto, para o banco o Espíndola continuava sendo o presidente e por isso ele conseguiu fazer esses saques, várias e várias vezes. O que ele fez com esse dinheiro, que veio da contribuição dos rodoviários para o sindicato? 

EXPLICA ISSO PRA CATEGORIA, ESPÍNDOLA!
CADÊ O DINHEIRO?

Cheque de R$ 100 mil assinado pelo Espíndola em 2012, quando não era mais presidente

 Cumplicidade do Moacir e Zé Prefeito

Essa falcatrua toda aconteceu com a cumplicidade do Moacir e do Zé Prefeito, que também devem muitas explicações à categoria pois, como se viu na auditoria, eles eram muito unidos até nas fraudes e desvios contra o sindicato.

Agora, pasmem: soubemos que o Espíndola iniciou uma campanha para concorrer nas futuras eleições do sindicato. Mas então, depois de tudo isso, ele ainda quer ser presidente de novo? Para fazer as mesmas coisas, outra vez? Será que as pessoas que ele está convidando para fazer chapa sabem disso? Se não sabem, vão ficar sabendo.

E você trabalhador rodoviário, teria a coragem de votar em quem fez essa farra com o dinheiro que não era dele? Votaria em quem deixou o sindicato praticamente falido, com  mais de dois milhões de dívidas? Não é um baita cara-de-pau?

Mas se preparem, tem muito mais fraudes, ilegalidades e desvios que levaram a Justiça a botar pra fora do sindicato o trio Espíndola, Moacir e o Zé Prefeito. Basta dizer que o processo judicial tem milhares de páginas. A categoria que mantém o sindicato com suas contribuições tem o direito de saber e nós vamos revelar tudo,

Logo contaremos, em novas edições, quanto que o Espíndola recebia todo mês do sindicato, mesmo não tendo cargo algum na entidade. Ele inclusive confessou isto à juíza, quando foi ouvido como réu no processo 0020923-04.2016.5.04.0017, que tramita na Justiça do Trabalho. Aguardem.   

 

 

 

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